Physical Address
304 North Cardinal St.
Dorchester Center, MA 02124
Physical Address
304 North Cardinal St.
Dorchester Center, MA 02124
Nosso foco é o conhecimento
Nosso foco é o conhecimento

O apagão da AWS em 20 de outubro de 2025 expôs o quanto a infraestrutura digital mundial é dependente da nuvem da Amazon. A interrupção atingiu em cheio serviços de streaming, redes sociais, aplicativos financeiros, jogos online e até sites governamentais. Embora a falha tenha sido temporária, ela deixou um rastro de lições para empresas e profissionais de TI sobre resiliência, redundância e preparação para desastres. O que aconteceu com a AWS?
Neste artigo, você vai entender o que causou o apagão, quais foram os impactos, como foi a recuperação e, principalmente, o que aprendemos com um evento dessa magnitude.
A interrupção começou por volta das 03h11 (horário de Brasília), com relatos de falhas massivas vindos da região US-East-1 (Virgínia, EUA) — o principal datacenter da Amazon Web Services.
De acordo com relatórios oficiais, o problema foi resultado de um erro de DNS — o sistema responsável por traduzir nomes de domínio (como amazon.com) em endereços IP.
Em outras palavras, a falha impediu que os sistemas encontrassem os servidores corretos, paralisando comunicações internas e externas.
Fontes ligadas à AWS também mencionaram uma mudança de configuração de rede que teria desencadeado o incidente, impactando inclusive o DynamoDB, banco de dados distribuído usado por milhares de aplicações críticas.
Essa combinação de erros fez o apagão da AWS se espalhar rapidamente pelo mundo, interrompendo comunicações e degradando o desempenho de diversos serviços em nuvem. O que aconteceu com a AWS?
Quando um provedor do porte da AWS sofre uma falha, o impacto é sentido em todo o ecossistema digital. Jogos como Fortnite e Roblox ficaram fora do ar, aplicativos como Snapchat e Signal perderam conectividade e até dispositivos da própria Amazon, como Alexa e Ring, apresentaram instabilidade.
Além disso, instituições financeiras e órgãos governamentais no Reino Unido — incluindo o Lloyds Bank, Bank of Scotland e o HMRC — relataram indisponibilidade de sistemas. Plataformas de criptomoedas e fintechs norte-americanas também enfrentaram lentidão e erros de autenticação.
Esse cenário revelou algo preocupante: a centralização excessiva da infraestrutura digital.
Com tantas empresas dependendo direta ou indiretamente da AWS, o apagão expôs o quanto a internet moderna está vulnerável a um único ponto de falha.
Por volta das 05h30 (horário da Costa Leste dos EUA), a Amazon começou a relatar sinais de recuperação.
O processo, no entanto, foi gradual — enquanto alguns serviços voltavam a operar, outros ainda enfrentavam altas taxas de erro e latência. O que aconteceu com a AWS?
A normalização completa ocorreu somente horas depois, com a empresa informando que “a maioria das operações estava funcionando normalmente”. Mesmo assim, engenheiros da AWS alertaram para efeitos residuais, como filas de requisições acumuladas e atrasos em sistemas interdependentes.
A boa notícia é que o apagão da AWS foi contido sem registro de ataque cibernético ou vazamento de dados.
A má notícia: uma simples configuração errada foi capaz de interromper parte significativa da internet global.
Curiosamente, o Brasil não foi fortemente afetado pelo apagão da AWS.
O site da Amazon.com.br permaneceu disponível durante a maior parte do incidente, e até o momento não há relatos públicos de grandes empresas brasileiras com serviços fora do ar.
No entanto, é possível que plataformas locais dependentes de sistemas hospedados na AWS dos EUA tenham sofrido impactos indiretos, especialmente em operações que envolvem APIs ou autenticações globais.
Esse ponto reforça a importância de arquiteturas distribuídas. Mesmo que o problema tenha ocorrido em outro país, os efeitos podem atravessar fronteiras em questão de minutos — um alerta para times de infraestrutura e segurança.
Eventos como esse funcionam como um alerta estratégico para o mercado de TI.
Empresas que confiam na AWS (ou em qualquer grande provedor de nuvem) precisam adotar políticas de redundância e alta disponibilidade, distribuindo cargas entre regiões diferentes ou até provedores distintos.
Outra lição é o valor do monitoramento contínuo. Ter visibilidade sobre serviços “downstream” — aqueles dos quais o seu sistema depende — é essencial para detectar vulnerabilidades em cadeia.
Por fim, é indispensável criar planos de contingência e comunicação claros.
Durante o apagão, muitas empresas ficaram sem saber como agir, o que gerou pânico entre usuários e perdas de reputação.
Com uma boa estratégia de resposta, é possível minimizar danos e manter a confiança do cliente mesmo diante de falhas externas.
O apagão da AWS serve como um divisor de águas para a computação em nuvem.
Embora a AWS continue sendo um dos provedores mais confiáveis e inovadores do mercado, ficou evidente que nenhum sistema é infalível.
Essa percepção deve impulsionar o crescimento de estratégias multicloud, combinando serviços da Google Cloud, Azure e Oracle Cloud, além de incentivar o uso de infraestruturas híbridas.
Do ponto de vista técnico, espera-se também uma revisão dos protocolos de DNS internos, políticas de atualização de rede e mecanismos automáticos de rollback em caso de erro de configuração.
A AWS já declarou que está revisando seus processos para evitar recorrência.
Para os profissionais de TI, o aprendizado é claro: confiar na nuvem é importante, mas depender dela cegamente é perigoso.
A verdadeira resiliência está na capacidade de prever o imprevisto.
O apagão da AWS de 2025 foi mais do que uma falha técnica — foi um lembrete do quão frágil é a teia digital que conecta empresas e usuários no mundo inteiro.
Mesmo com toda a automação, inteligência artificial e redundância, basta um erro humano em um sistema crítico para comprometer a estabilidade global.
Por isso, a principal lição é clara: a nuvem é poderosa, mas a responsabilidade é compartilhada.
Cabe às empresas planejar, testar e manter suas infraestruturas prontas para lidar com o inesperado.
E cabe aos profissionais de TI aprender com esses eventos, aprimorando continuamente suas práticas de arquitetura e segurança.
Assim, o apagão da AWS não será lembrado apenas como uma falha — mas como um ponto de virada rumo a uma infraestrutura digital mais madura, distribuída e resiliente.